
Formados à mais de 10 anos, os Requiem Laus
de são a mais antiga banda metal da ilha da
Madeira ainda no activo, e uma das melhores
bandas nacionais de Death Metal.
Recentemente lançam um novo registo
intitulado “Promo 2006”, no qual irão
promover através de alguns concertos ao vivo
já marcados. Em entrevista Miguel Freitas
falou-nos um pouco sobre o percurso dos
Requiem Laus.

Os Requiem Laus já existem há mais de dez
anos… Muitas histórias devem haver para
contar. Miguel Freitas, sendo que estás
desde o início na banda, que balanço podes
fazer em relação a todo o seu percurso e
evolução?
Miguel Freitas: O balanço podia ter sido
melhor, mas infelizmente surgiram alguns
problemas ao longo dos anos que nos fez
atrasar muito o nosso percurso e evolução,
mas há males que vêm por bem, estamos de
volta ao activo com uma nova promo e de boa
saúde. Para trás ficaram momentos bons e
maus.
Visto que são originários da ilha da
Madeira, até que ponto a insularidade pode
ser negativa para a vossa divulgação?
Miguel Freitas: Eu acho que a insularidade
só pode ser negativa no aspecto financeiro,
ter de deslocar-se ao continente
regularmente ou para o estrangeiro sem
apoios torna-se complicado, mas nestes
tempos que correm temos Internet onde não há
fronteiras, é um grande meio de divulgação
mas não é o suficiente, é preciso actuar ao
vivo com uma certa regularidade.
Quais as bandas que mais influencia trazem
ao vosso som?
Miguel Freitas: Bandas são muitas como deves
imaginar, Obituary, Dismember, Death,
Morgoth, Boltthrower, Sodom etc..
Já visitaram várias vezes Portugal
continental para actuações ao vivo, o que
nos podes contar dessas aventuras?
Miguel Freitas: O que há para contar é que
ganhamos muita experiência em palco na
década de 90,actuamos em vários pontos do
país e fizemos muitas amizades. Foi uma
altura com momentos muito altos e baixos,
mas muito dessas aventuras valeram a pena.
Lembro-me do primeiro concerto em 1989, mas
da primeira formação “Morbidatory” que antes
de actuar-mos as colunas começaram a deitar
fumo (risos).

E como é tocar ao vivo aí na Madeira? As
reacções do público presente são iguais às
do Continente?
Miguel Freitas: Actuamos no Funchal no verão
passado, a ultima vez tinha sido à 4 anos e
recentemente no dia 18 de Março para o
lançamento da Promo 2006 e as reacções têm
sido tão boas como no continente ou mesmo
melhor, acho que o publico Madeirense está
com mais interesse nas bandas regionais, o
que nunca aconteceu.
Até à corrente data, os Requiem Laus contam
já com uma primeira demo-tape, dois demo-cds
e esta nova e apetitosa “Promo 2006”.
Segundo sei alguns dos registos foram
reeditados, outros despertaram o interesse
de algumas editoras e outros temas gravados
saíram exclusivamente para compilações.
Fala-nos um pouco da vossa discografia…
Miguel Freitas: Em 1989 eu formei
Morbidatory, depois em 1992 Requiem, nestes
anos sem edições, apenas concertos. Em 1994
já com o nome RL saiu a 1 demo com o titulo
“life fading existence” alvo de boas
criticas onde participamos em 3 compilações
(from here to nowhere,rockgar,hypermetal)
com 2 temas inéditos, actuamos em vários
pontos do país e em 1996 lançamos a demo
“for the ones who died” e no ano 2000
“through aeons” e recentemente a promo 2006.
A nova “Promo 2006” terá também distribuição
só em Portugal, ou também estão a pensar em
divulga-la para o estrangeiro?
Miguel Freitas: Vamos divulgar em Portugal e
no estrangeiro. O nosso primeiro objectivo é
apresentar a promo 2006 á comunicação
social, e editoras para um possível
contracto discográfico.
Além de Requiem Laus tem surgido novas boas
bandas de metal na vossa ilha… alguns
exemplos disso são Karnak Seti e Outer Skin.
Recentemente acabaram também os Blue Sound
Traffic, que tiveram um percurso bastante
notável. Como vai aí a cena metálica
Madeirense?
Miguel Freitas: Penso que está novamente em
grande a cena, Karnak Seti e Outer Skin é um
bom exemplo, bandas com grande potencial,
Siamase Câncer que actuou connosco no dia 18
de Março outra banda promissora.
Infelizmente os B.S.T (ex Drawned in Tears)
acabaram de um momento para outro, depois de
muitos anos no activo.
Assim mais a nível geral, o que achas da
actual cena nacional relativamente ao Metal
e quais as bandas que para ti tem se
destacado?
Miguel Freitas: Na minha opinião Portugal
evoluiu muito, há mais eventos, bandas com
excelente qualidade musical, acho que todos
nós que gostamos de metal estamos
satisfeitos com o nosso progresso a nível
musical.
Temos os Ramp, Desire, Pitch Black,
Theriomorphic, Ciborium, Morbid Death ….. e
outras mais.

A questão que muitos dos vossos fãs devem
estar à espera de resposta: Para quando um
álbum?
Miguel Freitas: O mais breve possível,
espero com este novo trabalho que haja algum
interesse por parte das editoras, para
lançar o tal desejado álbum.
Obrigado pela tua disponibilidade. Ultimas
palavras...
Miguel Freitas: Obrigado Tito Bettencourt
pelo teu apoio. Quero agradecer a todos, ao
longo destes anos, ex:membros de RL em
especial ao meu irmão Marcelo (drums) fãs e
não fãs, e pessoal amigo. Vemo-nos em
Barroselas MetalFest dia 30 de Abril! (dia
dos meus anos)
www.requiem-laus.com