O metalicidio
aproveitou a vinda dos Paradise Lost a
S. Miguel para uma entrevista exclusiva
a Nick Holmes, vocalista dos Paradise
Lost. Numa conversa agradável, Nick
falou do futuro da banda, e também houve
tempo para falar um pouco do passado.
Tito Bettencourt: Em primeiro lugar,
deixa-me dizer-te que o meu inglês é
péssimo, portanto isto vai ser difícil…
Deixa-me dizer-te também que é um prazer
entrevistar um membro de uma
mundialmente conhecida como a tua.
Quando começaste a ouvir música e a
cantar, alguma vez pensaste em integrar
numa banda de vinte anos como a tua, que
tem fãs em todo o mundo?
Nick Homes: Não… É uma surpresa e uma
bênção depois de todo este tempo… Nós
nunca pensámos em durar mais de um ano.
Tito Bettencourt: É a estreia dos
Paradise Lost nesta ilha… O que esperam
do espectáculo?
Nick Holmes: Não sei… É a primeira vez
que tocamos aqui, nunca o fizemos antes.
Espero alguma diversão. É bom tocar num
sítio onde nunca tocamos antes.
Tito Bettencourt: No meu ponto de
vista, o mais recente álbum de estúdio
“In Requiem”, é um dos mais agressivos
da carreira da banda. Concordas?
Nick Holmes: Sim… Possivelmente, é mais
agressivo que o que andávamos a fazer.
Tito Bettencourt: Adrian é ex-membro
de bandas como Cradle of Filth, The
Haunted, At the Gates e Brujeria. É
também o novo baterista dos Paradise…
Como foi a decisão de o trazer para a
banda e como foi a adaptação?
Nick Holmes: Bem… Procurávamos um novo
baterista e o Adrian ofereceu-se para o
trabalho… Fizemos uma audição e ele foi
óptimo. Ele tem mais ou menos a mesma
idade que nós, os mesmos backgrounds…
Foi uma boa adição.
Tito Bettencout: Conheces alguma
banda portuguesa?
Nick Holmes: Moonspell obviamente…
Tito Bettencourt: Existe uma banda de
tributo a Paradise Lost aqui nos açores
de nome One Second. Já tiveste a
oportunidade de ouvir as covers deles?
Nick Holmes: Não. Bandas de covers são
do tipo… lisonjear a banda a que
pertence a música que eles tocam. Mas
ouvir as covers, é algo que para mim não
faz sentido. Do tipo, se fizeres as
músicas por ti, não precisas de ouvir as
covers que os outros fazem de ti.
Tito Bettencourt: Sim… Bem, há
imensas músicas memoráveis de Paradise
Lost… As I Die, The Last Time, Forever
Failure, Pitty The Sadness, Mouth, Never
for the Damned… Pessoalmente qual é a
tua favorita, se conseguires responder a
esta pergunta estúpida.
Nick Holmes: Eu não sei… Muito difícil.
Eu gosto muito do novo material que
gravamos. A Forever Failure também é um
clássico…
Tito Bettencourt: Além da música, os
videoclips da banda são muito bem
produzidos. Quem escreve as ideias? A
banda?
Nick Holmes: Depende do director de
vídeo. Muitas vezes o director
apresenta-nos uma ideia e ficamos por
ela. Obviamente que temos de gostar da
ideia para seguirmos.
Tito Bettencourt: Como descreves os
teus fãs em geral? Os fãs de Paradise
Lost.
Nick Holmes: Muito leais, dedicados, são
muitos entusiastas da banda… É muito
bom, são bons companheiros.
Tito Bettencourt: Então, consideras o
trabalho dos Paradise Lost reconhecido…
Nick Holmes: “Hell yeah”… Na América há
sempre algo a melhorar, mas no resto do
mundo sim…
Tito Bettencourt: Eu sei que estão a
trabalhar num novo álbum. Podes revelar
algo sobre ele?
Nick Holmes: Sim, está terminado, está
feito já. Vai ser lançado em Setembro,
chama-se “Death Unites Us. Fate Divides
Us.”, terá dez musicas, e é mais pesado
que o ultimo álbum… Gravamos na Suécia,
trabalhamos com Jens Bogren que
trabalhou com Opeth, e ficamos bastante
felizes com o seu trabalho, ele é muito
bom... E em Setembro está disponível… A
não ser que um dia destes apareça um
torrent na internet, vai acontecer mais
cedo ou mais tarde.
Tito Bettencourt: Muito obrigado pela
entrevista, foi um prazer fazê-la...
Nick Holmes
Banda favorita: Black Sabbath
Filme favorita: Goodfellas
Comida favorita: Indiana
Bebida favorita: Logan
- Entrevista e tradução por Tito
Bettencourt
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