Webzine dedicated to Azorean Metal


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NABLEENA

Tito Bettencourt: Falem-nos um pouco da criação dos Nableena até aos dias de hoje. Já voaram seis anos...

Gualter: Iniciamos em 2003. Começamos só numa de nos juntar para dar uns “toques” e tal, e vimos que dava resultado e que nos entendíamos bem, e decidimos que iria ficar mesmo uma banda. Demos um nome e decidimos que seria uma coisa séria, pois o Petr trazia bom material para a banda e foi assim que tudo começou.

Petr: O nosso maior intuito era criar um som em que pudéssemos misturar todos os estilos que ouvimos. Essa é a ideia dos Nableena, uma junção harmoniosa entre vários estilos de Metal.

Tito Bettencourt: Algumas mudanças de line up foram sentidas... Sentem que agora o line up está completo e consistente?

Gualter: Não... O Petr vai viver para Inglaterra, não vai sair da banda mas não estará sempre com ela fisicamente. Cada elemento que passou pela banda e aqueles que ficaram marcaram uma época de Nableena... Tínhamos um som definido mas vamo-nos adaptando conforme a personalidade e influência dos elementos, e conseguimos sempre criar um som característico.

Tito Bettencourt: Vocês estão-se a sair com a banda, até já mostraram aos fãs uma promo-cd com dois temas. Já há alguma data prevista para a edição do registo?

Petr: O álbum está mesmo numa fase final e de facto, a última coisa que falta para ser lançado são mesmo alguns arranjos e alguns instrumentais. Fazemos uso de alguns instrumentos do médio oriente e são só esses elementos que têm de ser aplicados ao som. A data prevista é para o Outono.

Tito Bettencourt: O vosso estilo é um pouco difícil de definir, nota-se influências de Death Metal, Doom Metal, mas sempre com aquela melancolia que vos caracteriza... Como definem o som dos Nableena?

Gualter: É uma mistura muito grande, cada elemento traz a sua criatividade... Death Metal, Black Metal, Doom Metal...É uma mistura muito grande. Costumamos também envolver música étnica, ambiental, avant-garde, mas caracterizamos o nosso estilo como Fusion Metal.

Tito Bettencourt: Nableena vai abrir os Continentais Pitch Black no Metalicidio On Stage. Expectativas para o concerto?

Gualter: Temos grandes expectativas, acho que vai ser um concerto muito bom, de “ rebentar vez”.
Petr: Abrir ou fechar o concerto não é muito relevante, o que é facto é que vamos partilhar o palco com grandes nomes do metal continental, e é muito bom haver partilha entre bandas continentais e açorianas, passamos a conhecer melhor o pessoal de fora, e obvio que eles deparam-se com aquilo que se faz cá, e aquilo que se faz cá está ao nível do que se faz fora dos Açores.

Tito Bettencourt: Que vão apresentar hoje ao povo açoriano? Novidades ou o que têm vindo a fazer?

Petr: Nós, hoje no Metal Roque vamos ter surpresas para o pessoal que vai ao concerto, mas desta vez temos uma série de ofertas. Os próprios Nableena como grupo querem apresentar sempre algo novo, algo que não se ouviu ou nunca se fez muito, coisas novas virão e o publico é que nos vai encarar.

Tito Bettencourt: Alguma mensagem para o Metalicidio?

Gualter: Aquele cliché de "continuem a apoiar o metal", não desistem de acreditar nas suas convicções e nos seus objectivos.

Petr: Bom, acima de tudo, mantenham aquele site na sua forma pura, não abusem, não façam uso dele como uma arma pessoal, uma arma individual dos interesses egoístas... Isso é para aqueles que usam. Mas acima de tudo, agora para a nossa comunidade metaleira, o Metalicidio é um dos  bens que temos a preservar, e qualquer possibilidade que tenham para fazer algo, façam, não será só para o bem dos outros, mas para o vosso próprio bem.