Webzine dedicated to Azorean Metal


« Voltar às entrevistas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



MOURNING LENORE

Tito Bettencourt: João Arruda, podemos-te chamar um "old school" do Metalicidio, ex-membro dos regionais Schism e agora guitarrista dos Mourning Lenore.
Quais as maiores diferenças que encontras entre o panorama metaleiro açoreano e continental?


João Arruda: As diferenças são mais que muitas. Naturalmente que estar em Lisboa pode trazer mais oportunidade pois uma maior oferta a nível de concertos, de instrumentos musicais, de experiências, etc mas também tem as suas desvantagens como as dificuldades relacionadas com o ensaiar - aqui dificilmente podemos tocar em garagens e o tempo que quisermos mas sim em estúdios pagos à hora, com a conjugação de horários de pessoas que por vezes trabalham ou moram longe, tudo isso. É como tudo na vida..
 
Tito Bettencourt: Fala-nos um bocado da criação dos Mourning Lenore...
João Arruda: Não é propriamente uma floreada e romântica estória.. no final de 2007 decidi criar uma banda de Doom e logo no início de 2008 comecei a procurar membros para se juntarem a mim nesta demanda e, após alguns anúncios em fóruns, encontrei o João, o Emanuel e a Joana, precisamente por esta ordem.
 
Tito Bettencourt: Porquê Doom Metal?
João Arruda: Porque é o estilo de metal que mais me move. Pela ambiência, pela profundidade, pela melancolia, pela lentidão.
 
 
Tito Bettencourt: Quais as bandas mais influentes no vosso som?
João Galrito: Cada um de nós tem gostos diferentes, mas que se cruzam em alguns pontos. A cena de Yorkshire é definitivamente uma inspiração, assim como algumas bandas americanas como Novembers Doom ou Agalloch. No entanto na altura da composição, tentamos distanciar-nos dessas influências e seguir apenas o que nos vai na alma.
 
Tito Bettencourt: O vosso registo de estreia foi um Split CD com outra banda nacional de nome Insaniae. Queres falar-nos um pouco do que podemos encontrar no split?
João Galrito: Este split serviu como comemoração do 3º aniversário do blog Daemonivm, e contém as primeiras faixas compostas por Mourning Lenore, servem portanto como uma cartão de visita/apresentação do que pretendemos fazer. As próximas músicas já mostrarão alguma evolução e distanciamento das duas faixas apresentadas neste split. Para além das nossas duas faixas, estão também duas faixas de Insaniae que constarão no segundo álbum. Servem para mostrar também a evolução da banda desde o último lançamento.
 
Tito Bettencourt: Vi no vosso MySpace que estão a trabalhar num album de estreia e procuram editora... Há novidades sobre o trabalho?
João Galrito: O álbum está praticamente composto e será gravado, novamente, com o Fernando Matias, nos Urban Insect Studios (com novas instalações!). Entretanto enviámos demos promocionais contendo as faixas do split a várias editoras e estamos a aguardar resposta, com vista ao lançamento deste álbum.
 
Tito Bettencourt: Que têm a dizer da vossa participação no Metalicidio On Stage? Expectativas?
João Galrito: Primeiro que tudo, achamos que foi um grande voto de confiança da parte da organização convidar-nos, visto que somos uma banda relativamente recente, com pouco trabalho na carteira e a agravante de estarmos no continente. Encaramos isto como um privilégio, uma honra e também o reconhecimento da qualidade e honestidade que pretendemos imprimir nas nossas músicas. Quanto a expectativas, apenas que corra pelo melhor e que o público açoriano se identifique com a nossa música
 
Tito Bettencourt: Para ti é como um regresso a casa... Não?
João Arruda:  Sim, claro. É uma excelente oportunidade para mostrar a todos os amigos que deixei aí o trabalho que tenho a vindo a desenvolver e passar um bom bocado com eles enquanto partilho parte de mim através da música.
 
Tito Bettencourt: Alguma mensagem que queiram deixar aos visitantes do Metalicidio?
João Arruda: Sei bem que muita gente não nutre grande amor pelo Doom Metal mas gostava que dia 9 fossem de espírito aberto para as Portas do Mar e tentassem partilhar a nossa visão, acredito que muitos poderão ficar surpreendidos. Fora isso aproveitem esta grande iniciativa do Metalicídio, na pessoa do Mário Flores, pois, como todos sabemos, espectáculos deste calibre são grandes investimentos, são muito complicados de organizar e todo o apoio é um incentivo à repetição.