Tito Bettencourt - Os
Broad Beans são uma banda oriunda da
Ribeira Grande. Destacam-se pela
qualidade técnica dos jovens músicos, e
pela mistura de estilos que envolve o
seu som, criando uma interessante
harmonia de ar fresco por estas terras.
TB - O primeiro sentimento que me surgiu
ao ouvir o vosso som foi o facto de ser
raro pessoas jovens como vocês optarem
por tocar aquele estilo musical.
Concordam?
Rofino: Completamente.
Rómulo: Drêt.
TB - O vosso som dá-me um cheirinho
de Jimi Hendrix misturado com uma voz
ligeiramente inclinada para os tons de
Eddie Vedder, mas nunca em demasia.
Falem-nos das vossas influências
musicais.
Rofino: Jimi Hendrix, The Doors, algumas
coisas de Pearl Jam a nível vocal,
JohnMayer… Beatles, John Butler...
Romulo: Procuramos buscar estas ondas
mais energéticas.
Broad Beans: “we want to return to 69”.
TB - Acham difícil uma banda recente
de um estilo não muito comum vingar cá
onde a actual geração está vocacionada
para o Heavy Metal?
Zulu: Não e assim tão difícil, há muita
gente farta de ouvir heavy metal cá… Há
pouca variedade cá, e uma banda com o
nosso estilo é sempre mais fácil de se
destacar.
Rofino: Alem de tudo, tocamos para
satisfazer o nosso gosto pessoal.
Rómulo: Mas não falamos de Heavy Metal
em sentido pejorativo.
TB - Sentem-se de alguma forma
discriminados por isso?
Rofino: Não.
Broad Beans: Peace and Love.
TB - Apesar de jovens, todos os
membros de Broad Beans já tiverem
anteriores projectos musicais de outros
estilos. Querem falar um pouco deles?
Mosca: Eu e o Rómulo começamos com um
projecto virado para o Grunge mas não
durou mais que um ano.
Rómulo: Um projecto que deu para evoluir
bastante.
Mosca: Serviu de pontapé de saída.
Zulu: Estou paralelamente noutro
projecto que está actualmente em stand
by por motivos pessoais de alguns
elementos, e não podemos estar todo o
ano a curtir. Só no verão. Está em banho
de maria.
Rofino: Strand Book Store. Podia ter
sido bom, mas não deu. Enfim… Procurem
aqui no metalicidio.
TB - Algo interessante são as letras
de Rui Rofino. Onde vais buscar a
inspiração para as pequenas historias
que nos contas em temas como “She
doesn’t know where is the book"?
Rofino: Às minhas paranóias.
TB - Além das originais, vocês também
tem diversas covers de bandas como Mad
Season, Stone Temple Pilots e Jimi
Hendrix incluídas no reportório… Querem
falar da escolha das covers? Houve
muitas divergências?
Broad Beans: Não, o pessoal gosta todo
da mesma cena praticamente. Apostamos no
que é bom na nossa opinião.
TB - Como acham que correu a estreia
no bar Sai de Rastos? Concerto que tive
a oportunidade de assistir.
Zulu: A melhor estreia possível, não
tínhamos casa muito cheia nem muito
vazia e o pessoal curtiu.
Mosca: Foi uma boa rampa de lançamento.
TB - Rómulo: Onde compraste aquela
T-Shirt atrofiada que usaste na estreia?
Rómulo: Uma oferta da minha tia… Comprou
numa empresa de uns rapazes novos que
começaram fazer a paranóia. Penso que se
situa em Coimbra ou Lisboa.
TB - Há futuros concertos agendados?
Rofino: 23 de Maio em S. Vicente. Mais
novidades brevemente.
Zulu: Participaremos no concurso de
musica moderna na Ribeira Grande…
Mosca: Provavelmente voltaremos ao Sai
de Rastos.
Zulu: Aguardamos contactos para futuros
concertos.
Broad Beans: (risos)
TB - Para quando uma demo-cd?
Rofino: Não pensamos nisso por enquanto
Mosca: Queremos dar mais concertos ao
vivo
TB - Digam-me o vosso sonho como
banda.
Rofino: Tocar num grande festival… Onde
não seja possível ver o fundo do
público. (risos)
Zulu: Tocar em Crossroad!
Rofino: E voltar ao Woodstock.
TB - Alguma coisa a acrescentar,
alguma mensagem para os vossos
apreciadores ou publico açoriano em
geral?
Broad Beans: Cumprimentos e muita paz.
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